domingo, 4 de agosto de 2013

Ipês, flores de agosto!





"Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados pela geada, a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários, colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida, nos seus giros naturais. Mas agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto, interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com Moisés, que pastoreava os rebanhos do sogro, e viu um arbusto pegando fogo, sem se consumir. Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa”. Acho que não foi sarça ardente. Deve ter sido um ipê florido. De fato, algo arde, sem queimar, não na árvore, mas na alma. E concluo que o escritor sagrado estava certo. Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas, tão lindas, agonizantes, tendo já cumprido sua vocação de amor."
Parte do texto de Rubem Alves publicado em  rubemalves

sábado, 3 de agosto de 2013

Tempo, tempo, tempo. Quanto tempo faz que tudo era normal?

Que tempo é esse que num dia de inverno faz calor e brilha o sol, no outro faz frio e as nuvens cinzentas chegam a nos entristecer. Dizem por aí e aqui também, que são novos tempos ...
Olho pela janela e observe uma árvore no outono com suas folhas maduras a cair, ao lado mora outra que de tão caduca nem folhas tem mais para aquecê-la exibir neste inverno, e bem à frente uma bela mangueira, toda florida, anunciando que a primavera chegou mais cedo...
Que tempo é esse meu Deus? Tempo, tempo, tempo. Quanto tempo faz que tudo era normal?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Lá perto do Túnel



Assim é que se diz aqui em BH quando se quer indicar um endereço nas imediações do Túnel da Lagoinha.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Inversão térmica


Inversão térmica de baixa proporção na região da Serra do curral em Belo Horizonte.
 
A poluição dos centros urbanos devido a concentração de indústrias e a circulação de veículos, é a grande causa do fenômeno conhecido como inversão térmica, que se intensifica nos dias frios do outono e do inverno, quando a camada de ar frio concentrada próxima à superfície, é encoberta por uma camada de ar quente. O frio fica parado e sem correntes de ventos que dispersam os poluentes lançados no ar.
A grande consequência disso é a intoxicação das pessoas por vias respiratórias, trazendo sérios problemas de saúde.
Uma dica para amenizar o problema é beber bastante água ao longo do dia, utilizar soro fisiológico nas narinas e um umedecedor nos olhos. É preciso também evitar os excessos de atividades físicas que requerem um gasto maior de energia dos pulmões e coração.
Para dormir, uma bacia d'água no quarto, toalhas molhadas na cabeceira da cama ou um umidificador ligado. Limpar a casa diariamente com panos úmidos, principalmente no final da tarde, auxilia no tratamento dessas intoxicações alérgicas.
Afinal, é um mal de difícil solução, já que vivemos numa época na qual as indústrias e os automóveis são majestade!!! 
E você, o que tem a dizer sobre a inversão térmica?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O SOFRIMENTO E A ALEGRIA NAS NOITES DE INVERNO

Digitei no Google imagens a frase "noite de inverno" e claro, apareceram milhares de imagens ilustrando o que eu procurava. Fiquei alguns minutos observando as imagens, procurando beleza e acabei me inspirando a fazer essa postagem.
Afinal, o que é o inverno? Uma estação com temperaturas frias, que num país tropical como o nosso variam muito de norte a sul. Mas uma coisa é certa: o frio incomoda e para enfrentá-lo há de se proteger bastante.
Porém, nem todo mundo tem condições financeiras para manter essa proteção, que inclui uma casa, agasalhos, alimentos com mais calorias e bem quentinhos ... Muitos dependem da bondade alheia para ter acesso até mesmo a um copo d'água naturalmente gelado nesses dias.
Enquanto isso, o outro lado da moeda nos mostra que outras centenas de pessoas ficam sonhando com os dias mais frios do ano, com a neve, só para desfrutarem de algumas horas de pura diversão, que aliás tem um peso no bolso que bastaria para aquecer as noites de milhares de pessoas que só podem contar nesta terra brasilis com a benevolência divina de um dia de sol e uma noite à beira de uma fogueira improvisada, para aquecer. 


1.folha.uol